Em primeiro lugar, antes de qualquer menção em relação a minha personalidade gostaria de deixar claro que não sou uma pessoa que sofre de carência afetiva.
A explicação é fácil, a compreensão ardua. Em principio, alguns de meus melhores amigos disseram que não sou uma pessoa orgulhosa, eu discordo. Sou uma pessoa de resoluções rápidas, e embora clichê, acredito que a minha melhor definição já fora dada pelo Renato Russo “É preciso amar, as pessoas como se não houvesse amanhã”, esse é um dos meus mais fortes principios, e Graças a Deus o tenho. Vivo cada momento sem atropela-lo, fingir que ele não existe, e me odiaria se me pegasse tentando não pensar e passar por cima dele como se eu fosse um trator querendo amaciar a terra; Meu maior medo é de que alguém muito importante para mim morra e que nossa relação esteja mal resolvida, seja por qualquer conflito. Isso explica o que chamaram de desequilibrio emocional, de ser extremamente fraca, ou de falta de honra e personalidade. No entanto, nessa terra de gigantes, tenho me adaptado com isso, com periodos maiores para resoluções simples, tenho sentado na cadeira do tempo e me tornado uma pessoa feliz e de muita sorte, sempre tendo em mãos a velha xicara de chá fumegante fazendo tudo premeditadamente, nunca auxiliada por nenhuma espécie de insanidade casual.
Sou admiradora de personalidades, até hoje conheci três tipos extremamente fortes. Uma delas são os contrutores de perfils, esses fazem análises imensas sobre parametros comportamentais, mesmo sem conhecer as pessoas, apenas pelo que escrevem, e incrivelmente acertam. Outro tipo são aquelas pessoas que eu nomeio de ‘os pensantes alertas” transformam qualquer assunto em metafóra e quando você se depara com o desenrolar da conversa, está filosofando sobre paralelas convergentes, o U que deve existir para o encontro com a genialidade, sobre paredes e bigornas ou talvez assuntos mais macabros como os elfos azuis que povoam o meu jardim. O terceiro e sem dúvida o que me instiga muito são os mágicos, eles surgem de onde você menos espera com um truque que trasforma uma lágrima em flores e te diz “você também pode transforma-las, quer que eu te ensine?” fazem objetos, desaparecer dentro do ouvido e aparecer na sua boca e lencinhos que não existiam dentro do seu casaco tomarem alguns metros e depois mudar de cor o que faz com que eu acredite que o mundo nada mais é que uma questão de perspectiva. No mais acredito fielmente que se anda, corre, anda, percorre a calçada pisando sempre, ou nos ladrilhos brancos e saltando os pretos, ou nos pretos saltando os brancos e percebe que tudo o que realmente importa está sempre no mesmo lugar.
tudo o que for dito a mais será mais um paragráfo…apenas isso…